domingo, 27 de julho de 2008

A mistura

Outro dia eu estava assistindo a uma entrevista feita a algumas pessoas na rua, sobre o resultado de uma pesquisa sobre comportamento sexual. Uma das entrevistadas disse que sexo é um "complemento" na relação. Já ouvi isso antes, dito por pessoas cujos relacionamentos haviam fracassado. Uma criatura de uma espécie cuja continuação depende do sexo, posto que se reproduz através da relação sexual, dizendo que sexo é um complemento? Estranho... talvez ela pertença à corrente que defende que os bebês são entregues por cegonhas.
Independente da finalidade do sexo em uma relação, atribuir-lhe pouca importância é tão ingênuo quanto crer na fábula das cegonhas.
Senão vejamos:
O que um homem heterossexual procura em sua cara-metade? Fácil: tem que ser uma mulher! Esta é a condição sine qua non. Depois disso vem toda aquela lista utópica de adjetivos.
O que uma mulher heterossexual procura em sua cara-metade? Um homem! Ela quer um homem que seja fiél, sincero, inteligente, bem-sucedido, bem-humorado, blá, blá, blá.
Nos dois casos, a orientação sexual definiu a primeira e mais importante característica da pessoa escolhida - ser do sexo oposto. NOTA: Como este blog foi motivado pelos conflitos resultantes da tentativa de convivência entre pessoas de sexos diferentes (daí o título: "Guerra dos Sexos"), não discuto a questão da importância do sexo para casais homossexuais. Não se trata de preconceito, mas de ignorância no assunto mesmo.
Responda você a seguinte pergunta: Que características teria a pessoa ideal para conviver comigo?

Mas o que diabos o título deste post tem a ver com o assunto? Tem sim: em São Paulo, costuma-se usar a expressão mistura para tudo que seja usado como acompanhamento para o tradicional arroz e feijão - carne, frango, ovos, peixe, etc. A "mistura" torna a refeição mais saborosa e nutritiva.

Abraço

André Luiz