
Tem gente que reclama de tudo:
No trabalho reclama dos colegas, do chefe, do estacionamento, dos clientes;
No trânsito reclama dos outros motoristas, dos pedestres, da sinalização, da polícia;
Em casa reclama do cônjuge, dos filhos, do animal de estimação, dos vizinhos;
Reclama sempre do clima: está muito quente, muito frio, muito seco, muito úmido;
Haja paciência para conviver com alguém assim... E o pior é quando a parte infeliz que arrasta a tal cruz começa a se adaptar, a concordar com a rabugice.
Mas espera aí... não precisamos nos adaptar à nossa cara-metade para preservar nossa relação? Sim, mas desde que isso não signifique desistir da vida. E esta adaptação só funciona quando ambos estão dispostos a submeter-se aos possíveis ajustes. Quando somente um cede, ele acaba perdendo todo o espaço e se transformando em pano de fundo, paisagem, cenário. Como um camaleão vai tomando a côr das coisas que a cercam e perdendo personalidade até desaparecer de vez (como no filme O Incrível Homem que Encolheu, de 1957, dirigido por Jack Arnold).
Tolerância é uma coisa, anular a sí mesmo é outra - ninguém vale isso, principalmente considerando que a população adulta do mundo é estimada em mais de quatro bilhões de pessoas, com as mais variadas características e gostos. A não ser que o suposto "reprimido" sinta-se bem com isso - aí a história é outra.
Abraço
André Luiz

